por certo era tua,
a bunda
que ontem vi passar
entre orgulhosa e ingênua,
as coxas ostentando
o meneio que me fez soprar
o assobio de vidro
e te seguir pela rua
em completo abandono,
feito cão que reconhece o dono
vendo agora teu rosto
pela primeira vez
- que desgosto!
o nariz, arisco,
arrogante,
o queixo decidido
a boca rubra, petulante
e seus trinta e dois dentes
devendo sorrisos
não teria te reconhecido
não fosse a fumaça
do meu cigarro
avivando um tanto quanto
teu tão pouco expressivo
olhar